sábado, 18 de dezembro de 2010

Você pode ter mil motivos para chorar...


... mas se tiver um para sorrir, sorria.

domingo, 14 de novembro de 2010

Clarice Lispector


"Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Tenho uma TPM horrível. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir."

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Você nem se dá conta...


... do que existe por trás do meu sorriso.

domingo, 31 de outubro de 2010

Dia das Bruxas

"Existe aqui uma mulher
Uma bruxa, uma princesa
Uma diva, que beleza!
Escolha o que quiser
Mas ande logo
Vá depressa
Nem se atreva
A pensar muito
O meu universo
Ainda despreza
Quem não sabe
O que quer..."
Ana Cañas


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Caio Fernando Abreu

"Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex (...) talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem juntos para Paris (...) talvez um se matasse, o outro negativasse. Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. Talvez tudo, talvez nada."


terça-feira, 19 de outubro de 2010

Dublê de Corpo- Tess Gerritsen

"Yoshima começou a tirar fotografias do cérebro exposto, capturando um registro permanente de sua aparência antes de Abe removê-lo da caixa de ossos. Ali estava uma vida inteira de memórias, pensou Maura ao olhar para as volutas brilhantes de massa cinzenta. O ABC da infância. Quatro vezes quatro é dezesseis. O primeiro beijo, o primeiro amante, o primeiro coração partido. Tudo estava depositado, como pacotes de RNA mensageiro, naquela complexa coleção de neurônios. A memória era puramente bioquímica, embora definisse cada ser humano como um indivíduo."

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Eterna menina

A criança dentro de mim procura a todo momento novos brinquedos para brincar. Ela esperneia e faz birra. Ela corre, dança e dá risada. Está sempre achando que pode voar, está sempre caindo no chão. Ela se machuca, chora, sara e se machuca de novo. O mundo é maravilhoso demais para se ter medo dele.

A criança dentro de mim coleciona cicatrizes; elas são lembranças de todas as aventuras que não terminaram como o planejado, mas também são simbolo da ousadia e das descobertas. Ter cicatrizes significa que você se levantou todas as vezes.

A criança dentro de mim quer ser compreendida, quer ser menos protegida, quer poder sair por aí. Ela quer poder andar a noite sobre as estrelas, ver o por do sol aos sábados, contemplar a lua com quem ela quiser.

Ela quer provar tudo, quer sentir todas as sensações. Ela quer mostrar que aprendeu a fazer as coisas sozinha.

Ah, a criança dentro de mim... Tão igual e tão diferente daquela outra que um dia existiu.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

sábado, 7 de agosto de 2010

O que somos para o mundo

"Nova York é uma cidade completamente diferente em agosto. Parece até que a gente mora em um país da América do Sul, com um ditador alcoólatra e corrupto, uma inflação galopante, cartéis de traficantes de drogas, estradas poeirentas, encanamentos entupidos - onde nada jamais vai melhorar, a chuva jamais vai cair." Sex and the City - Candace Bushnell

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O encontro marcado- Fernando Sabino

"E assim eram todos - escitores sem livros, poetas sem versos, pintores sem quadros, arraia miúda da arte que vicejava ao seu lado, tirando-lhe o que lhe restava de melhor - entusiasmo, idealismo, mocidade.
(...) Mas ainda haveria de se salvar."

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Minha irrelevante teoria sobre tudo

O homem vive uma busca incansável por respostas. Queremos explicar os fenômenos da natureza, da sociedade e da religião, e quando não o conseguimos criamos histórias pelo simples fato de que não ter uma explicação para o que queremos saber acaba por nos frustrar. Todas as culturas criaram seus mitos associando a origem do mundo, os fenômenos da natureza e os grandes acontecimentos da vida à atuação de forças exteriores à realidade. Pandora, por exemplo, foi uma tentativa dos gregos explicarem os males do mundo. O amor, o sexo e a beleza para os gregos eram causados por Afrodite, enquanto os romanos acreditavam ser obra da deusa Vênus. Os celtas diziam que Tan Hill era responsável pelo fogo; e por aí vai...
Criar histórias fantásticas para o que não sabemos faz parte de nossa natureza. Ansiamos por respostas e não admitimos ficar sem elas. Hoje julgamos os mitos das antigas civilizações ilógicos e inverídicos, e fazemos isso porque eles não apresentam explicações à altura das que queremos, além de provarmos pela razão que as coisas não são daquela maneira, fazendo com que as descartemos. Possuímos suporte científico para grande parte de nossas perguntas, mas para as que não possuímos, inventamos nossos próprios mitos. Hades virou o diabo e todos os outros deuses viraram um único deus. Criamos histórias de fantasmas porque não sabemos o que acontece depois da morte; criamos histórias sobre como surgiu o mundo ou o homem porque não sabemos como de fato surgimos; criamos contos de extraterrestres porque não sabemos o que existe além do que conhecemos do espaço.
E o que garante que nossos mitos não serão derrubados assim como derrubamos os anteriores? Deus realmente existe? Espíritos andam mesmo por aí? As idéias que temos sobre extraterrestres chega ao menos perto do que existe de verdade? Eles sequer existem? Até onde o universo vai? Como tudo começou? Quantos mitos serão derrubados e quantos novos aparecerão até que finalmente possamos saber a verdade? Saberemos a verdade?

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Embriaguem-se

"É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.

Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.

E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: "É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso". Com vinho, poesia ou virtude, a escolher."

Charles Baudelaire

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Eis meus gestos, eis minha essência

"Ce ne sont pas mes gestes que j'escris; c'est moi, c'est mon essence. Voilà mes gestes, voilà mon essence."
Montaigne

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Olhos de ressaca

"Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, 'olhos de cigana oblíqua e dissimulada'. Eu não sabia o que era oblíqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira; eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora da contemplação creio que lhe deu outra idéia do meu intento, imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...
Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e energético, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros, mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me."
Dom Casmurro- Machado de Assis

sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Dias

"Capitu, apesar daqueles olhos que o Diabo lhe deu... Você já reparou nos olhos dela? São assim de cigana oblíqua e dissimulada."
Dom Casmurro- Machado de Assis

domingo, 6 de junho de 2010

Petite Reflexion

Vomir.
J’ai envie de tout vomir. Tout. Cette forme qui m’empêche de respirer, cette boule qui m’empêche de parler, cette peur qui m’empêche de crier.

Peur.
J’ai peur de tout. De tous. Ces yeux qui se refusent à pleurer, ces lèvres qui ne font que sourire, ces mots qui disent que tout va bien.
Mourir. Crever. Périr. Disparaitre. Une fin inévitable, trop loin ou trop proche, on ne peut la juger.

Toi.
Oui, toi. Tu te dis « ah ce qu’elle peut parler de moi »
Egoïste ignorant. Ce n’est pas toi. C’est nous. C’est eux.
Eux avec leurs yeux. Eux avec leurs voix. Eux qui nous regardent.
Ils ne font que ca. Ils ne savent faire que ca.
Egoïste arrogant. Ce n’est pas eux. C’est nous. C’est toi.
Que tu peux être stupide ! Non, pas stupide, humain.

Tueur.
Toujours tuer ou être tuer. Faire mal ou avoir mal. Embrasser ou empoisonner.
Que choisir ?
Egoïste aveugle. Ce n’est pas toi. C’est nous. C’est Elle.
Elle qui nous dit. Elle qui nous dicte. Elle qui choisit.

Fin.
Finir. Commencer. S’arrêter. Hésiter. Recommencer. Finir.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Inescrupuloso

Hoje refleti sobre algo que há muito tempo vem me incomodando. Não entendo o que leva uma pessoa a querer mostrar ser o que claramente não é. Parece que o preço para ascensão social anda subindo afinal, mas a teia de mentiras que cada um está tecendo sobre si mesmo um dia os sufocará. Eis o preço: desonestidade em troca de status.
Estou farta da necessidade que todos tem de aparentar ter dinheiro. Ninguém mais quer crescer economicamente para adquirir qualidade de vida, ninguém pensa em poder um dia ajudar as pessoas que precisam. É aquela velha história de entrar na high society. Fútil. Fora isso existem, aqueles que querem se encaixar em algum padrão, ou em nenhuma para poderem sair por aí dizendo "sou diferente". Qual é o problema em ser você mesmo sem precisar inventar características ou estar a todo momento tentando deixar alguma evidente?
Mídia, valores, padrões. Há quem se mate para ter o corpo da revista, o carro do ano, a roupa da moda, a melhor festa, e blablabla. As pessoas estão se afogando em dívidas; comprando, comprando e comprando pra se sentirem melhor.  Não importa se você precisa daquilo ou não, afinal a idéia é apenas criar uma espécie de vitrine. Ridículo e desnecessário.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Luiz Fernando Veríssimo

"Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode,que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."

segunda-feira, 3 de maio de 2010

segunda-feira, 26 de abril de 2010

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Mário Quintana

No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento...

domingo, 18 de abril de 2010

sexta-feira, 9 de abril de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

Apelo

Porque em meio à multidão tem de haver um realista ou naturalista pra salvar.

domingo, 21 de março de 2010

William Shakespeare

De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.

terça-feira, 16 de março de 2010

Frequente

É como se houvesse um panapaná em meu estômago e uma manada pisando em meu peito, causando, ao mesmo tempo, ansiedade e dor. Como se houvesse um elevador subindo e descendo dentro de mim. Sentindo aquele vazio. É a alegria e o pesar agindo de forma simultânea. O porquê eu ainda não sei. Ou sei?

quinta-feira, 11 de março de 2010

Eterna Clarice

 Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre

Clarice Lispector

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Adriana Calcanhoto

Eu não gosto de bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu aguento até rigores
Eu não tenho pena dos traídos
Eu hospedo infratores e banidos
Eu respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos
Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu aguento até os modernos
E seus segundos cadernos
Eu aguento até os caretas
E suas verdades perfeitas
o que eu não gosto é de bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu aguento até os estetas
Eu não julgo a competência
Eu não ligo para etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
E compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades
o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos modos
Não gosto
Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Vinícius de Moraes

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Lá dentro eu posso

É como se eu me encontrasse em um dos belos jardins de Monet me questionando sobre o caminho que escolhi e onde ele vai me levar. Em meio ao colorido das flores e o verde da relva, sentindo a brisa fria tocar meu rosto e esvoaçar meu cabelo. Me perdendo com o movimento das borboletas, andando descalça na grama molhada. Deixando minha mente flutuar e passar de flor em flor, sentir cada cheiro, ver cada tom e cada detalhe de um ideal de perfeição. Dentro de um mundo onde eu posso esquecer qualquer ordem cronológica ou qualquer ceticismo. Nada de preocupações, satisfações ou deveres. Apenas o agora. Basta eu me desligar por um minuto e aqui estou eu de volta, me distraindo com as linhas do meu pensamento. Porque minha mente é o único lugar onde eu ainda sou livre de verdade.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Carlos Drummond de Andrade

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Entra e fecha a porta...

...tenho tanto a dizer.
Ship Anchor